terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A Malícia Particular do Vício de Sodomia

Um sábio Dominicano, uma vez disse a São Pedro Damião, que uma vez que o vício da sodomia contaminou um seminário, as autoridades da Igreja têm apenas duas opções - fechar o lugar e enviar todos para casa ou não fazer nada e simplesmente esperar que a podridão moral se espalhe até que a base desmorone por si própria. Por que esse vício particular é tão mortal para a vida religiosa?

De acordo com Damião, o vício da sodomia "ultrapassa a enormidade de todos os outros", porque: "Sem falta, ele traz a morte para o corpo e destruição para a alma. Polui a carne, extingue a luz da mente, expulsa o Espírito Santo do templo do coração humano, e dá entrada para o diabo, o estimulador da luxúria. Isso leva ao erro, remove completamente a verdade da mente iludida ... Ela abre o inferno e fecha os portões do paraíso ... É este vício que viola a temperança, mata a modéstia, sufoca a castidade, e chacina a virgindade ... Ele contamina todas as coisas, macula todas as coisas, polui todas as coisas … "Esse vício exclui um homem do coro da assembleia da Igreja ... isso separa a alma de Deus para associá-la com demônios. Esta rainha completamente doente de Sodoma torna aquele que obedece às leis de sua tirania, infame ao homem e odioso à Deus ... Ela retira seus cavaleiros da armadura da virtude, expondo-os a serem perfurados pelas lanças de todos os vícios ... Ela humilha seu escravo na igreja e condena-o no tribunal, ela contamina-o em segredo e desonra-o em público, ela corrói a sua consciência como um verme e consome sua carne como fogo ... Este homem infeliz (ele) é privado de todo o senso moral, a sua memória falha, e a visão da mente fica obscurecida. Esquecendo-se de Deus, ele também se esquece de sua própria identidade.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Cera e o Fogo

Um dos pontos mais indispensáveis para uma alma conseguir guardar perfeitamente a castidade é a fuga das ocasiões próximas de pecado.

Já foi dito que “em matéria de castidade não há fortes nem fracos. Há prudentes ou imprudentes.”
Com o pecado original ocorreu uma desordem nas paixões do homem, desordem esta que o inclina constantemente ao mal e que, com o auxílio da graça, pode ser domada, mas não extinta durante esta vida, sendo preciso estar sempre alerta com relação a ela, não lhe dando qualquer ocasião de nos dominar.

Ocasião próxima de pecado é a pessoa, coisa, lugar ou circunstância que atiça as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar. 

Em virtude da fraqueza da natureza humana e da força de atração que o pecado exerce sobre nós depois da culpa original, expor a própria alma a uma ocasião perigosa, é praticamente como expor cera ao fogo. 

Se pudesse pensar, de nada a cera fugiria tanto quanto do fogo.

O fogo é de tal forma nocivo à cera, e a cera de tal maneira fraca diante do fogo, que basta que aquela fique próxima deste, ainda que este nem a toque, para que ela seja derretida.

A natureza da cera não resiste ao calor do fogo. Derrete-se. É consumida. Evapora-se. Aniquila-se.

Para a pobre "cera" --(que simbolicamente somos nós)-- não há outra alternativa: ou foge do fogo ou nele acha o seu fim. 

E se resolve não fugir, à medida em que for se derretendo, o cruel fogo saberá alimentar-se dela, tornando-se ainda mais forte, sempre à espreita de uma nova "cera" imprudente para devorar...

Ora, tanto quanto a cera diante do fogo, assim o homem é fraco, extremamente fraco, diante das ocasiões de pecado, de modo que expor-se a elas imprudentemente e, portanto, sem o auxílio da Graça, é sinônimo de nelas cair.

E, de fato, segundo a clássica doutrina dos moralistas, sob a égide de Santo Afonso de Ligório, expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência. 

Logo não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões, ou a morte espiritual.

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